SBT x BAND: QUEM FICA COM O TERCEIRO LUGAR?
02.06.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/06/2010 às 12h52
Como nosso blog é democrático vou comentar hoje uma crítica. E uma crítica que, diga-se de passagem tem sua parcela de verdade. Veja só:
"...A RECORD E O SBT SÃO AS EMISSORAS QUE MAIS DESRESPEITAM OS TELESPECTADORES POR CAUSA DOS HORÁRIOS. QUANDO COMEÇOU "REBEIRÃO DO TEMPO", ANUNCIARAM UM HORÁRIO E COMEÇARAM COM MUITO ATRASO. O SBT, COMETE CADA GAFE... CORTOU O JORNAL AINDA NO AR PARA ENTRAR A NOVELA. UM ABSURDO. A GLOBO CONTINUA NA LIDERANÇA PORQUE ELA RESPEITA OS HORARIOS DOS PROGRAMAS. ISSO PRA MIM JA SOMA UM GRANDE PONTO POSITIVO, MESMO QUE OS PROGRAMAS DA RECORD SEJAM MELHORES". - Elisangela - Brasília/DF
O que posso dizer sobre isso? Bom, apesar de não ser a minha área de atuação, entendo os desafios que montar a grade horária de uma televisão envolve. As emissoras que não podem "se dar ao luxo" de ter uma programação absolutamente fixa e inflexível tem um motivo muito especial para isso: a tentativa de ganhar novos telespectadores.
Dez minutos a mais - ou a menos - na estréia de um novo programa, fazem toda a diferença para se ganhar novos televisores ligados. Gente que estaria "presa" em alguma atração concorrente e que, com essa flexibilidade de horário, tem tempo de "migrar" para outro canal. Prova disso é o que o SBT faz quando anuncia, em sua própria programação, que "programa tal" começa depois da novela da Globo.
E se você pensa que a Globo também não faz esse tipo de manobra, engano seu! A diferença é a sutileza nos movimentos que são velados sob o manto da "pseudo-liderança intocável".
Na última década a Globo também alterou seu horário do jornal local noturno que "flutuou" entre antes do Jornal Nacional e antes da novela das 7 da noite. A mudança de horários também ocorre quando ela define os horários dos jogos de futebol que serão transmitidos. Existem casos - vários - em que mesmo com Maracanã lotado e horário pré-definido para os jogos começarem, a partida só tem início depois que a novela das 8 da noite termina! Nunca percebeu isso? O torcedor, que fica no Maracanã esperado, esperando, esperando, sente a mesma indignação da Elisangela.
A Record não chega a tanto como faz o SBT; não chega a se dar ao luxo da "pseudo-inflexibilidade" como faz a Globo. Mas é fato que a emissora também precisa fazer ajustes e, para isso, muitas vezes quem é telespectador habitual sofre com as mudanças.
Mudanças de horário e de duração: RJ RECORD teve edições maiores e
mais cedo na época das tragédias das chuvas no estado.
Abril/2010. / Foto: arquivo pessoal.
Como apresentador o que posso fazer é pedir paciência. O meu jornal também está com uma variação de 5 a 8 minutos todos os dias. Mas, honestamente falando? Prefiro lidar com um uma variaçao como esta e ter a certeza que estou atingindo um público maior, por mais que algumas pessoas se irritem com esse minutinhos a mais ou a menos. Tenho certeza que no posto de "líder", a Record também poderá se dar ao luxo de não mudar nada.
Para encerrar vou ainda mais fundo: acho - pessoalmente - melhor apostar numa emissora que tem a audácia de provocar mudanças em seus horários, do que lidar com a inflexibilidade da concorrência que, por se achar tão intocável em seu pedestal de número 1, acaba descobrindo cada vez mais o gosto da segunda colocação. Assim como a Elisangela, também acho possível ver o SBT em segundo lugar novamente assim que a Record estiver em primeiro. Só vai depender do Silvio Santos.
Provocação? Não mesmo! Relembrando o que disse em outras postagens, sou jornalista e não dono de televisão. No fundo quero é ver uma competição cada vez mais acirrada entre as emissoras. Quanto mais isso acontece, mais o mercado se abre, mais empregos são ofertados e mais qualidade eu também ganho como telespectador. E isso - telespectador - vou continuar sendo mesmo se trabalhando para a emissora "A", "B", "C" ou "D".
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POSTAGEM ORIGINAL:
Quem é meu leitor sabe que não gosto muito de destacar briga entre emissoras, principalmente quando o assunto é jornalismo. Mas o texto publicado hoje, no blog do Daniel Castro, não poderia passar batido. Não pelo fato de enfocar a briga entre SBT e BAND pelo terceiro lugar no Ibope. Apesar disso mostrar que a RECORD já é a emissora em segundo lugar no país - consolidada - e ainda "bicando" a liderança em alguns momentos; o que me chamou a atenção foi o que veio nas "entrelinhas".
O texto fala o tempo todo das duas emissoras em questão - SBT e BAND - mas cita também a RECORD e a GLOBO sempre nos horários entre 19h e 00h, considerado o "prime time" da televisão. Em bom português: o horário nobre.
Disputa pelo terceiro lugar. Quem leva? Foto: montagem / internet
O que resolvi "pinçar" no texto é que toda a variação de Ibope citada, está na faixa horária que pega justamente os telejornais regionais da RECORD: no meu caso o nosso bom e velho RJ RECORD. A matéria - mesmo sem ter este foco - acaba mostrando o crescimento da nossa audiência em 2010 em comparação ao mesmo período de 2009. Veja o trecho:
"Em maio a Record manteve a mesma média diária de abril, 7,4 pontos. Mas, na comparação com maio de 2009, foi a única emissora que apresentou crescimento. Um ano atrás, marcava 7,0 pontos das 7h às 24h."
O texto, na íntegra, está no link abaixo, direto para o blog do Daniel Castro. Eu recomento, boa leitura!
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O IMPÉRIO DA POLÊMICA
31.05.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 01/06/2010 às 14h08
Para toda ação existe a lei física da reação, certo? Nesse caso do jogador Adriano, a reação do povo brasileiro é o tradicional bom-humor. Para quem acha que já há uma "overdose" de escândalos envolvendo o jogador, a "superdosagem" agora é de piadinhas que circulam pela internet.
Do Twitter: "Adriano saiu da Vila Cruzeiro mas a Vila Cruzeiro não saiu dele".
No Orkut: "O imperador aumentou mesmo seu império. Agora vai morar na Europa para criar a "Vila Euro".
Dos blogs: A melhor é uma fotografia que não consegui recuperar. Ela foi divulgada no dia seguinte ao anúncio da selação brasileira. Nela - uma montagem - o craque Adriano aparece fazendo sinal para um ônibus parar. O ônibus tem o letreiro bem grande escrito "COPACABANA". A legenda? "Adriano vai sim para Copa".

Adriano "Imperador" não fala nada: nem em depoimento para a polícia. / Foto: internet
O jornal "O Globo" de hoje traz na capa do caderno de esportes o seguinte título: "Zimbábue, o circo somos nós." É uma referência a moradores do país mais pobre do mundo verem como um "milagre" a seleção brasileira treinar por lá. Se o jornal estiver certo, as frases cuidadosamente selecionadas acima mostram que, no caso do Adriano, o circo também é aqui.
Como disse a leitora Cíntia Rojo nos cometários desta postagem, "cansa minha beleza falar desses caras".
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POSTAGEM ORIGINAL:
Na mala: sunga, roupa de praia e protetor solar. Mas antes de viajar em férias para Sardenha, no Mar Mediterrâneo... mais uma “passadinha” na delegacia. Não há como falar - mais uma vez - do jogador Adriano dando explicações sobre envolvimento com o tráfico de drogas sem já achar engraçado.
O depoimento aguardado é sobre supostas transações financeiras com o tráfico. mas as fotos polêmicas são de uma arma usada em Paintball e outra que seria um abajur. Mas a pergunta que me faço é quem colocaria um abajur dourado, que tem o formato de uma arma, dentro de casa? Um colecionador talvez?
A questão me fez lembrar do assunto que debatemos aqui no blog e que, outro dia, discutia também com telespectadores no Twitter: até que ponto a vida pessoal de um jogador ou de um artista faz diferença na sua vida profissional? Essa polêmica era pertinente quando a questão era a presença em bailes funk ou churrascos e feijoadas na comunidade. Nessa situação até defendi Vágner Love e o "Imperador". Como exigir que Adriano deixe de frequentar os eventos da comunidade de onde saiu?

Recorte de jornal: a arma que seria de paintball (preta) e a que seria um abajur (dourada). Mais uma polêmica para o "Imperador". / Foto: R7
Mas a nova questão na mídia é outra na minha opinião: existe uma grande diferença entre “participar” de eventos e estar “envolvido” com seus organizadores. Nas novas fotos que vazaram na net, o Imperador está com uma arma em punho.
Por mais que sua assessoria "biônica" diga que é uma arma de paintball me questiono: porque um craque, um ídolo que influencia multidões, precisa tirar uma foto assim? O que o Imperador não percebeu (ingenuidade?) é que, por mais que a arma não seja verdadeira, as fotos que vazam na internet não “viajam” pela web com legenda ou explicações. A nação rubro-negra que me perdoe (por mais que ele já tenha deixcado o time...), mas não precisava tirar uma foto assim.
A outra fotografia, em que Adriano aparece fazendo com as mãos a sigla “CV” - de uma facção criminosa que nem preciso dizer qual é - é pior ainda. É como diz um amigo sobre a habilidade masculina em criar desculpas. Foto com gesto em apologia à facção criminosa é como “batom na cueca”: não tem explicação. Pode até não significar envolvimento nenhum com tráfico, mas já não era para o Imperador estar “escaldado” em situações assim depois de tudo que passou?
Foi uma brincadeira, dizem os assessores. Mas uma brincadeira que pegou muito mal.
Pegou mal... mais uma vez.