TIRANDO COELHO DA CARTOLA
28.05.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 29/05/2010 às 11h59
Como sempre faço, vou destacar o comentário "campeão" desta última postagem. Vem de um irmão "além-mar" que traduz bem a surpresa que turistas, de maneira geral, tem quando assistem de seus hotéis na orla de Copacabana o que mais acontece no Rio de Janeiro além do samba, carnaval e da praia. Veja só:
"Fábio, sou português, da região de Lisboa e também temos problemas de habitação e moradia irregular por lá. Mas aqui no Brasil o que me surpreende não é termos o problema e sim não insistirem nas soluções. Os problemas se repetem, as pessoas esquecem o que apassou e quando pensamos que tudo está resolvido... acontece de novo! O mesmo incêndio, no mesmo lugar que já foi invadido antes? Depois as piadas são com os portugueses, né?" - Henrique Garcias
Sem comentários...
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POSTAGEM ORIGINAL:
São histórias que se repetem numa fórmula simples assim: o poder público “desaparece” e as ocupações irregulares “aparecem”. Não precisa nem de dizer “abracadabra” para isso.
SAMPAIO - O caso nesta sexta-feira foi um incêndio na comunidade “Dois de maio”, que fica no bairro do Sampaio, zona norte do Rio de Janeiro. Vinte e cinco barracos destruídos e famílias sem ter para onde ir. O interessante - além de trágico - dessa história toda é que um incêndio já havia feito o mesmo estrago em 2002. As famílias foram retiradas e todo mundo achou que o problema estava resolvido. Meses depois a área foi novamente invadida e a comunidade cresceu ainda mais. A fiscalização? Essa parece que virou cinzas...
Incêndio no Bairro Sampaio. Cerca de 25 barracos destruídos. / Foto: R7.
CURICICA - O caso na quinta-feira foi em Curicica, bairro da Zona Oeste carioca. Uma casa desabou e matou quatro pessoas de uma mesma família. Só um dos filhos do casal - um garoto de 6 anos - conseguiu sobreviver. De novo a mesma história: a defesa civil já tinha ido ao local, já havia interditado à casa e a família não saiu. Dessa vez não posso nem dizer que a atual gestão - prefeitura - não tenha se preocupado. Mas alguém não viu quando essas casas foram construídas?
QUEM PROTEGE QUEM DEVERIA PROTEGER?
26.05.2010
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 27/05/2010 às 14h54
Achei muito interessante esse comentário postato hoje e achei que deveria dividir aqui. Veja só:
"Fui mãe de dois meninos bem cedo e posso te garantir que seria a pior notícia que eu receberia se um deles quisesse ser policial. Acho que eles não querem, mas, teve uma época que o mais velho queria. Depois acabou desistindo em virtude de um acidente de moto que o deixou com seqüelas na perna. O outro está fazendo direito, já morou e quer voltar a morar na europa. Ele não quer ficar no Brasil por causa da violência." - Tereza de Jesus Almeida
Acho que esse fragmento do depoimento - que é bem maior - consegue mostrar bem o que a população pensa sobre "ser ou não ser Policial Militar" no Rio de Janeiro. Essa seria a "pior notícia que uma mãe poderia receber", diz a leitora.
Ser ou não ser policial? Eis a questão. / Foto: internet
Enquanto isso, li uma reportagem hoje, na internet, que mostra que a Polícia Civil do Rio está ganhando cara nova e fôlego novo. Os concursos estariam atraindo cada vez mais jovens de classe média alta, com mais estudo. Uma nova "safra" de delegados estaria chegando com um pensamento mais "humanizado".
Um lado "sobe"... o outro "desce".
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POSTAGEM ORIGINAL:
Responda com fraqueza: se você tem um filho e ele diz que quer ser Policial Militar no Rio de janeiro, o que você diz a ele? Se a sua resposta foi algo que remeta a incentivo, reconhecimento da categoria ou orgulho de ver um filho trabalhar na segurança pública do nosso estado, saiba desde já: infelizmente você é uma minoria.
O caso de dois Policiais Militares baleados dentro de uma cabine, em Anchieta, mostra que cada vez mais bandidos e traficantes aprenderam a fazer das cabines alvos fáceis por toda a cidade. Pode parecer incrível e de pouca veracidade, mas já ouvi relatos de que há “rituais de passagem” dentro da organização do tráfico que inclui o desafio de dar seu “primeiro tiro” em cabines da PM. Quase impossível de provar, porém, é fácil de constatar a preferência mórbida que bandidos tem por estes pontos que deveria ser de apoio para os policias. Na verdade a função mudou e, hoje, quem fica dentro de uma dessas cabines sabe que está mais para “caça” do que para “caçador”.
Os tiros atingiram também uma árvore. / Foto: Urbano Erbiste
O caso que aconteceu nesta quarta-feira foi apenas mais um em que os bandidos passam de carro, atirando, como se estivessem em um daqueles desafios de parque de diversões: quem acerta o alvo com pistolas d´água ganha o prêmio. Só que aqui, de água mesmo, só o discurso ideológico de que policiais militares vão ter melhores condições e mais segurança. Isso é o que vai por “água baixo”. Aliás, se você acha que parece redundante falar em segurança para quem faz segurança pública, saiba que não é.

Quando cheguei ao Rio de Janeiro, há quase 5 anos, para trabalhar em Benfica, zona norte, havia uma cabine da PM bem na descida do viaduto Ana Néri. Próxima à comunidades como Mangueira e Tuití, os confrontos alí eram constantes e sempre a tal cabine era metralhada. Ouvi relatos de policias que trabalhavam naquela cabine. Eles contavam que quando percebiam que uma nova saraivada de tiros viria de algum veículo, logo corriam para a portaria da TV Record. O argumento? Pelo menos a nossa portaria era blindada, à prova de tiros.
ACELERA DE UM LADO... PÁRA DO OUTRO
24.05.2010

ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 25/05/2010 às 13h57
* GREVE - A greve dos rodoviários não perdurou no Rio. Odeio dizer isso, mas... eu não disse?
Mais uma vez a categoria inteira saiu "queimada" por causa do sindicato. A justiça ameaçou multa de 10 mil reais - por dia - se não houvesse 70% da frota criculando na hora do "rush". Pronto: o movimento murchou.
Daqui à pouco vai ter passageiro rindo da cara do motorista quando se falar em nova paralização. Nada contra motoristas, muito pelo contrário, acho que as reivindicações são justas e factíveis. Mas está ficando insustentável o que o próprio sindicato faz com seus sindicalizados. Ou motoristas e cobradores procuram rever seu sindicato ou o sindicado vai destruir a imagem pública que categoria tão honrada tem.
* STOCK BOAT - Que fique bem claro que a aventura a 110km/h à bordo da lancha da Record foi a resposta a um desafio feito aqui e pelo "Twitter"! Já tem gente agora desafiando a um salto de paraquedas! Fala sério!
Paraquedas: ainda falta coragem. / Foto: ilustrativa
O máximo que já fiz nas alturas foi um salto de "bungee jump". Mesmo assim porque era uma matéria. Foi em Brasília. Estava com microfone sem fio preso à metros e metros de fita crepe colada no meu peito embaixo da camisa. Tinha que ser rápido: eu fazia um texto lá em cima e pulava. Essa foi minha salvação: de tanto pensar que tinha que decorar o texto e não podia errar, acabei desconsiderando os 40 metros de altura. Só "caiu a ficha" da loucura quando acabei o texto e olhei para baixo e quem caiu fui eu. Já era tarde... loucura consumada. Portanto, sem mais sugestões radicais, pode ser?
Bungee-jump: emoção em queda livre a 40m de altura.
Foto: ilustrativa / internet
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POSTAGEM ORIGINAL:
Que segunda-feira contraditória. Enquanto eu "acelero" para postar as imagens da Stock Boat do fim de semana, o que acaba “desacelerando” no Rio de Janeiro nem está na água e sim no asfalto.

Avenidas com trânsito complicado no Rio: segunda-feira começa com greve dos rodoviários. Foto: R7GREVE - Foi “por água abaixo” a intenção - para qualquer carioca que depende de ônibus - de chegar no trabalho na hora certa hoje cedo. Mais uma vez amanhecemos sem ônibus e mais uma vez em uma greve comprometida. Se você é rodoviário, trabalha no setor ou tem simpatia pela luta destes trabalhadores - assim como eu - analise comigo: mais uma vez a greve é partida e com um reflexo negativo para a categoria.
A adesão não foi total e nisso não há apenas a preocupação em obedecer a lei que obriga pelo menos 30% da frota em circulação. Antes fosse. Mais uma vez vemos um sindicato que não consegue se impor e administrar suas próprias crises. Quantos sindicatos dos rodoviários existem afinal no Rio de Janeiro?
1,7 milhão sem ônibus pela manhã. / Foto: Agência "O Dia". As empresas de ônibus puxam o freio de mão dos grevistas justamente com essa pergunta. A alegação é que um acordo já terias sido fechado; reconhecido em cartório entre patrões e empregados. Então porque a greve? A explicação pode estar em um aspecto observado por muitos dos nossos repórteres: os dirigentes da paralisação nem sempre são as mesmas pessoas que são eleitas pelo sindicato. Em outras palavras: dá uma baita confusão ter um sindicado que tem dissidentes que acabam formando um conselho, grêmio, associação ou o que quer que seja, de forma paralela.
Sabe o que eu quero de verdade? Quer ver 100% das reivindicações atendidas. Quero o fim do trabalho sobrecarregado dos motoristas que são obrigados a se tornarem cobradores simultaneamente sem receberem acúmulo de função por isso. Quero ver motorista feliz com o reajuste de 15% que está na lista de pedidos. Quero ver o vale alimentação pago de forma digna, - o que ainda estaria longe dos 150 reais pleiteados - para que ele sirva realmente para a finalidade que tem: “alimentação”.
Agonia de greves que o carioca vê sempre: essa não foi das piores. / Foto: arquivoMas também quero ver isso sendo cobrado de forma justa com o passageiro. Sem que patrão repasse esses novos custos a quem pega ônibus; e sem greves mal ajambradas que deixam 1 milhão e 700 mil pessoas à pé. O que tem que ser “passageira” é a paralisação. Mas aqui no Rio são várias, seguidas e enfadonhas. Repito o que digo sempre e sem desmerecer que trabalha no setor: a categoria se enfraquece a cada dia.
Paulo Renha: piloto vencedor da "Stock Boat"com lancha da Record.Foto: divulgaçãoSTOCK BOAT - Mudando de assunto. Eu prometi e gravei o desafio: embarquei na lancha da "Record" depois que a prova do Stock Boat terminou. Senti o vento no rosto. Sabe o que é estar a 110 km/h sobre a água? Parece pouco se levarmos em conta que, no carro, já vimos e sentimos mais do que isso. Só que na água é diferente! A mesma sensação de velocidade é diferente no carro e no barco. Isso porque, no asfalto, o referencia é a pista, claro, fixa. Na água o referencial é a superfície, que também está em movimento. Portanto os 110km/h tendem parecer mais “velozes” se considerados por um veículo, por exemplo.
Espetáculo nas águas: "balé" de lanchas mostrado com exclusividade pela Record. O que quero dizer com isso é que, apesar de na água não parecer que chegamos a tanto, o fato de estarmos mais baixos, colados com a “referencia”, nos faz ter mais medo do que numa pista de asfalto.
Maluco isso, né? Basta dizer que o pequeno barco chega a se “descolar” quase que totalmente do espelho d´água. Tem horas que só o motor fica dentro da água! E o medo? Dá aflição, mas acho que é da raça humana isso: como é boa a sensação de adrenalina, não?
"Descolamento" da superfície: 110km/h. / Foto: divulgação Vou parar de escrever e deixar os “links” do vídeo. São dois ao todo. Muito em breve nosso blog vai ganhar novos recursos e vamos poder rodar as imagens aqui mesmo, sem precisarmos de “links”. Mas essa não deu para esperar. Portanto, ainda “linkando” do “Youtube” vale conferir a maluquice! Basta clicar nas imagens abaixo!
Parte I Parte II